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PAISAGENS CAIÇARAS.

Uma experiência sensível, plural e construída coletivamente.

Ronaldo de Oliveira Corrêa – UFPR-BR

Foto: Lia Mity Ono

A exposição “Paisagens Caiçaras”, prevista para o primeiro trimestre de 2021, pretende acionar material institucional e aquele produzidos por diferentes atores sociais a respeito das práticas culturais, do território (geográfico e simbólico) e das memórias dos diferentes
coletivos caiçaras, que habitam o Brasil.


Pensada a partir da articulação entre a Universidade Federal do Paraná (UFPR-BR) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN-BR), a exposição resulta do debate entre professores pesquisadores de diferentes áreas e o corpo técnico especialista em patrimônio cultural. O processo realizado por meio de reuniões, num primeiro momento presenciais e, posteriormente, de forma remota – em função das medidas sanitárias para a pandemia de
COVID-19 -, delimitou as dimensões teóricas e metodológicas, poéticas e estéticas que guiam o processo.


A exposição será realizada em duas etapas. A primeira virtual, em andamento, por meio de repositório de visualização pública, em que os materiais recebidos em uma chamada aberta para pessoas, grupos, instituições que desenvolvam ou possuam material audiovisual, fotográfico, plástico, sonoro, outros, serão compartilhados. Esse procedimento constituirá as perspectivas e os temas geradores tratados pela curadoria.


Outra etapa será presencial – construída após um processo de curadoria coletiva realizada a partir do material circulado na primeira etapa, adicionado à materiais institucionais do IPHAN, UFPR, museus e instituições de representação dos coletivos -, na sede da superintendência do IPHAN-BR, em Curitiba, no Paraná.


Como resultados, uma coleção de paisagens caiçaras – privilegiadamente visuais e sonoras -, serão constituídas e constituirão, junto a um catálogo digital, a documentação disponibilizada
à sociedade. Além da manutenção do repositório como um espaço aberto e diverso, para ser usado como instância, ou tática, de autoidentificação por parte dos coletivos caiçaras.


Pretende-se com essa estratégia constituir um repositório diverso, tanto em perspectiva, quanto em suportes, sobre o qual se possa discutir as vivencias dos coletivos caiçaras para além dos temas há muito estudados, registrados e reproduzidos em âmbito acadêmico e das políticas públicas para o registro de patrimônio popular. Há a expectativa de que esse processo de construção permeável do argumento curatorial e, em consequência, da montagem da
exposição, potencialize uma mirada plural e heterogênea sobre esses tempos, espaços e modos de vida.

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